domingo, 26 de outubro de 2008

Presente



Foi um presente pra mim, tomara que também seja pra você!

Boa semana!


domingo, 19 de outubro de 2008

Será que foi tudo um sonho?!


Saí mais cedo do escritório, havia uma semana que programava isso. Da última vez resolvi compartilhar o momento e acabou dando merda. Dessa vez queria ir sozinha. Ia ser bom, ficar um tempo comigo mesma e reavaliar algumas situações. Pensar na vida enquanto olhava um trecho de água tóxica e familiar com um pôr do sol que durante o dia chegou aos 42°, mazelas de se morar no cerrado.

Parei no ponto de ônibus, ninguém para puxar conversa, menos mal. Ônibus lotado como é de praxe às 5 da tarde, desci na faculdade, atravessei o primeiro bloco, ninguém conhecido. Passei pela rua, entrei pelo enorme corredor, passei por um bloco em construção, pelos bancos, pelo quiosque que nunca tem nenhum refrigerante gelado, virei à direita. Passei pelo mural, virei à esquerda, passei pela antiga biblioteca. Virei de novo à direita e segui pelo corredor escuro da antiga reitoria, o piso nesse pedaço é mais liso, já que ali sempre havia limpeza, ao contrário do resto do campus. No final do corredor a luz do fim do dia e uma escada.

Desci e continei indo reto, até então ninguém sabia que eu estava ali. Fui pelo caminho de pedras que dava para as piscinas, cruzei com algumas capivaras e já podia ver ao fundo o Lago do Amor, lembra, já falei dele. Na piscina, crianças que aprendiam natação e vovós fazendo hidroginástica. A professora, acadêmica de educação física, me reconheceu. Levantou a mão e mandou um oi, retribuí sem me lembrar o nome dela, normal.

Subi as escadarias da arquibancada, não sem tropeçar e ter a sensação de que certamente ia despencar lá de cima, mas cheguei ao topo. De lá podia ter uma visão de todo o campus a minha frente e, virando de costas, podia ver o lago e ao fundo o pô do sol, que era o que eu havia ido fazer. O sol ainda estava alto, como se se negasse a ir dormir e parar de fritar as pessoas aqui embaixo. Diante da visão, o sorriso foi inevitável. Sentei, e fiquei olhando as risadas das crianças na água, que me trazia, inevitavelmente o som de uma voz familiar apaixonada por piscina, e comecei a soltar as amarras do balão dos pensamentos.

Fui repassando os acontecimentos dos últimos tempos. Amigos que nem eram amigos, amigos de amigos que vivem atrás de máscaras, amigas que começam a se descobrir em novos tempos, e amigos que continuam no mesmo lugar, graças a Deus.

Aos poucos a aula ia acabando, e as risadas diminuíam, mas aos meus ouvidos só havia o ruído do vento nas folhas, levantei. Em pé, apoiada na mureta lá de cima da arquibancada podia ver o sol, agora sim se despedindo. Apesar de tudo, eu permanecia nos trilhos, estou trabalhando, e sei que mesmo nessa turbulência tenho com quem contar. Quando abri os olhos, o sol já tingia todo o céu de vermelho e cor-de-rosa, magias da natureza que só quem já viu o pôr do sol no pantanal, pode entender. Mas havia alguém do meu lado, fiquei meio sem graça antes de me virar pro lado, já que eu tinha os olhos marejados. Até que ele falou comigo.

-E aí, como andam as coisas?

Sem saber porque, eu sentia uma tremenda confiança naquele cidadão. E respondi.

-Não vão da melhor forma, mas estão caminhando. Mais cedo ou mais tarde tudo se resolve.

-E o coração, ainda descompassado?

Me assutei com o comentário, isso era algo muito meu, sorri e respondi sem me dar conta do que falava.

- Ah, não é para ser agora. Quem sabe daqui uns anos estaremos prontos um para o outro, né?

Ele chegou mais perto, segurou minha mão e eu olhei para ele, não pude ver seu rosto que ficou contra a luz, mas a voz era imensamente familiar.

-Que bom que conseguiu chegar a isso sozinha e evitar maiores dores. São os dois de um mesmo caminho, e deverão caminhar juntos, mas não ainda. Ele não saberia o que fazer com seu desvelo e, você, não conseguiria optar por ele diante de tantos caminhos que ainda vão abrir-se diante dos teus olhos.

Me senti a vontade para, olhando adiante, deixar as lágrimas rolarem enquanto ele continuava.

-Experimente um novo corte de cabelo. Varie alguns horários. Faça por você algo que vem adiando faz tempo. Mude, saia do lugar. Quebre as amarras. Ele não sairá deste caminho, ele está na tua passagem. Aquiete o coração e os pensamento, dê tempo ao tempo. Deixe o Pai agir, e segue fazendo a tua parte.

Ele me dizia isso, sem citar nomes, mas na minha cabeça e no meu coração eu sabia do que ele falava, sabia de quem falava. Já havíamos tido aquela conversa, não assim, a luz do dia. Mas já havíamos nos falado. Eu agora lembrava o nome daquele homem que segurava a minha mão e sorria enquanto minhas lágrimas lavavam o sol. Eu estava mais leve quando só restavam os riscos laranja no céu já sem a bola de fogo aquecendo tudo. Levantei o corpo, sorri para ele. Fechei os olhos, agradeci por ter assistido o espetáculo tão bem acompanhada, quando abri os olhos estava novamente sozinha.

Procurei em volta, nada. Desci correndo a arquibancada, dei uma volta em torno das piscinas, fui até a beira do lago, nada. Da maneira como havia chegado, partiu. Mas agora, eu já sabia o que fazer. Estava então, fazendo a coisa certa. Pela primeira vez tenho essa certeza. Ainda que ela não vá durar muito, como todas as minhas certezas capricornianas, que esperam resultados.

Fiz o caminho de volta, pela antiga reitoria, o corredor, os bancos, o 1° bloco, atravessei a avenida, subi no ônibus e fui para casa pensando no que fazer com os cabelos. Ninguém me viu ali, naquele fim de tarde, é como se por 2 horas eu houvesse desaparecido do planeta. Como se eu sequer houvesse estado ali.

Em casa, tomei banho, deitei e dormi. Sonhei com um rosto conhecido que sorria para mim e em poucas palavras me avisava que estaríamos bem, apesar dos quilômetros incontáveis e do tempo que, apesar de querermos, ainda não era o nosso!

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E tem selinhos!!!



Esse eu ganhei da Denise do papo Calcinha!

Obrigada, eu achei lindo, lindo!!!

Repasso para o Pedro do Resto de Verso
e para a Andréa do Leio o Mundo assim





Este eu ganhei da Andréa do Leio o Mundo Assim

Achei super fofo!

Ofereço para o Igor do Esquizofrenia Virtual e

pro Jeff do Palavras sem destino


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mais do que página policial

Nas entrelinhas, há mais do que uma notícia de página policial!

A primeira vítima Catalino Gardena, de 30 anos, morto dia 24 de julho. A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, morta dia 24 de agosto e a terceira, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, morta no dia 6 de outubro. Todas foram mortas por esganadura, Catalino também teve uma faca de cozinha enfiada no coração. Depois de mortas, eram deixadas em posição de Cristo crucificado, os braços abertos e um pé sobre o outro.

No peito da primeira vítima havia a inscrição “INRI”, a segunda estava nua e tinha uma cruz tatuada no peito e com a última um papel sobre a cabeça, com letras e sinais incompreensíveis. Todos os crimes aconteceram em Rio Brilhante, a 160 quilômetros de Campo Grande no Mato Grosso do Sul. A pacata cidade interiorana assistiu perplexa aos assassinatos e, mais perplexa ainda, à prisão de um adolescente, que afirma ser o autor de todas as mortes.

Cabelos mais compridos do que normalmente se vê em meninos. Maquiagem nos olhos. Rock gótico e metall entre suas bandas favoritas. Lacrimosa, Maldita, Iron Maiden e o famoso Marilyn Manson são os ídolos do garoto, sem citar o “maníaco do Parque”. Ele tem 16 anos e aqui, vamos chamá-lo de J.

J, é acusado de assassinar três pessoas de maneira fria e calculada, de acordo com suas próprias palavras “matei o primeiro e acabei gostando, não me arrependo de maneira alguma”.

Para quem assistiu às entrevistas do adolescente J, as palavras tem um tom de indiferença, de descaso. Ele está tranquilo em relação ao que fez, como se estivesse cumprindo seu papel de “limpeza da sociedade”.

Aleatoriamente ele escolhia as vítimas, não as conhecia. Aproximava-se e perguntava sobre a vida pessoal, uma mão sobre o pescoço e com a outra segurando uma faca encostada na barriga da vítima. Às mulheres ele perguntava quantas relações sexuais tiveram, se acreditavam em Deus, se gostavam da vida que levavam. Enquanto ia desenvolvendo essa espécie de julgamento, ia levando a vítima para o local da morte. Segundo ele, há ainda uma quarta vítima, que foi poupada, já que após o “julgamento” ele a considerou “sincera e não merecia morrer”. No quarto dele, a polícia também encontrou, foto do maníaco do parque, seu ídolo, recortes de jornais a respeito dos assassinatos e objetos das vítimas.

Somente após a conclusão das investigações policiais que culminará no inquérito policial é que o Ministério Público deverá oferecer a denúncia e J, ser acusado de ter cometido o ato infracional, que chocou a população de Rio Brilhante.

Muito além da revolta que um caso como esse causa na sociedade e na comoção generalizada na cidade onde os crimes aconteceram, o que vem a tona agora é, o que está acontecendo com a juventude? Onde foram parar as tardes simples com os amigos ou debruçados nos livros da escola? O que está em questão agora, vai muito além da maioridade penal. De acordo com as leis brasileiras, J será enviado à UNEI(Unidade Educacional de Internação), até completar 18 anos, quando passará por uma avaliação psicológica, se for considerado apto a retornar a sociedade será solto e, em sua ficha policial, não constará nada.

Todos os jornais do país publicaram o caso, os telejornais falaram sobre isso. Mas dessa vez, cabe ao jornalismo e a sociedade fomentar uma discussão que é muito maior do que decidir sobre a cabeça de J. É muito fácil achar que somente adolescente americano pode ser assassino, há tiros em muitos lugares além de Columbine. Deve haver uma tomada de consciência geral para saber o que fazem hoje nossas crianças. Por onde andam nossos adolescentes, o que fazem, com quem falam, o que pensam e o que projetam?

O repórter pergunta: “Por que você deixava os corpos daquela maneira?” J responde: “Porque elas se diziam cristãs, mas não praticavam o cristianismo delas, não davam a mínima, sabe?” O Repórter: “Você faria de novo?” J: “Sim, faria tudo de novo”.

Não há arrependimento na voz, não há lágrimas nos olhos, não há medo nas respostas.


Visite o Blog da Comunicação!

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Da infância...

Quem me deu a idéia do post de hoje foi uma maravilha da Cidade Maravilhosa, Igor do Esquizofrenia Virtual. O Igor me deu um Memê, eu nem sabia do que se tratava. Fui lá ver.

"O Meme, Coisa de Criança, tem as seguintes regras:
-colocar o link de quem lhe indicou para a brincadeira;

-escrever um texto sobre alguma lembrança de sua infância;
-postar o selinho do meme dentro do artigo;
-se possível, colocar uma foto de quando era criança ou adolescente;
-chamar cinco amigos ou mais para brincar também".

Ah, beleza.

Eu lembrei de várias histórias, e me baseei no causo do próprio Igor. Então meu post é quase que uma resposta ao post dele do dia 02/10/2008, tá bão?

Vamos lá:
O gremilim que eu era!

Eu sou a filha caçula! Tenho só uma irmã mais velha, seis anos mais velha. Por ser caçula, você deve pensar que eu era protegida, né? Engana-se, meus pais sabiam bem o pequeno capeta que criavam, em forma de criança, dentro de casa! Sabiam que era eu quem começava as confusões, que na escola eu gostava mesmo era da hora do recreio, que estudar era (ainda é) pura obrigação e que tinha um espírito crítico e de justiça, aguçado demais para minha idade.

Meu pai me tratou por um bom tempo como um moleque, queria um filho varão, teve duas meninas, descontou as frustrações em mim, paciência. Mas eu não reclamo. Eu sabia jogar bolinha de gude, empinar pipa, brincava de carrinho, jogava futebol melhor do que muitos dos meus amigos, era campeã escolar de handball, não usava saias e nem fru-frus de meninas, eu era um moleque.

Tinha minhas amiguinhas de papinho na escola, mas vivia mesmo no meio dos guris (como se diz por aqui). Minha mãe, conhecedora da minha veia encrenqueira, dizia: - Não provoque as pessoas, não brigue com seus amiguinhos, se comporta. Ao que meu pai, sem que ela soubesse, dizia: - Fernanda, você não deixa ninguém te bater na rua não, se te baterem revida. Se chegar em casa chorando porque apanhou, apanha pra aprender a se defender! ! Minha mãe tem 1,50 de altura e uma cara tranquila, meu pai quase 1,90 e eu tinha mais medo do que respeito por ele. Adivinha a quem eu dava ouvidos?! =D.

Pois é, e eu era meio Mônica, baixinha, gordinha e nervosinha! Bastava uma bola mal chutada para eu achar que podia quebrar a cara do mundo. E as confusões me perseguiam, eu estava sempre metida em uma. Se alguém queria bater em amigo meu, eu já arregaçava as mangas, desde pequena acreditava que amigo era uma coisa meio sagrada. Se falavam mal de alguma amiguinha ou da minha prima, idem. Mas eu apanhava também. Em casa nem meu pai e nem minha mãe nunca me bateram, o que já não posso dizer da minha irmã que me dava altos beliscões e arranhões, mas levava também. Mas na rua...

Lembro de uma vez em que na volta da escola eu, o Tiago, o Fábio e não lembro mais quem, decidimos "roubar" goiaba (feito o Chico Bento) em uma casa que havia pelo caminho e ficava há duas quadras da minha. Estávamos na 4° série, tínhamos uns 9 anos. Trepados na árvore, comíamos algumas e jogávamos outras lá de cima sobre as mochilas, que amorteciam a queda. Até que uns moleques, muito espertinhos, esperaram a gente se distrair, pegaram nossas goiabas e saíram correndo e rindo da gente, que havia tido todo o trabalho de subir na árvore e "corrido o risco" de "roubar" as frutas.

O Tiago deu o alarme: - Os viados roubaram nossas goiabas! De um salto estávamos todos no chão correndo atrás dos pivetes, era uma rua enorme e de terra. Eles eram uns 6, nós éramos 4 contando comigo, uma menina! E daí?! Eu enfiei a mão na cara deles, mordi, arranhei, belisquei, chutei, soquei. Ao lado dos meus melhores amigos, resgatamos o fruto do nosso roubo e com sorriso largo voltamos pra casa. Eu tinha a camiseta da escola rasgada, um tênis imundo, um monte de roxos pelo corpo, um tufo de cabelo e um dente do inimigo!=D

Quando estava quase chegando em casa vi que meu pai estava na porta esperando, com uma cara que dava medo. Eu sabia que a coisa ia ficar preta pro meu lado. Eu tinha atrasado demais na volta da escola. Meu horário limite para estar em casa, depois do colégio, era 17:30. E já eram mais de 18:30. Quando cheguei perto disse, dissimuladamente, OI! Meu pai ia começar o sermão quando minha mãe, vendo o estado da sua "princesinha", começou: - Meu Deus, o que aconteceu com você? Olha seu estado, está machucada? Acho que só aí meu pai se deu conta de que eu parecia uma sobrevivente da guerra. E comecei a contar minhas peripécias goiabais daquela tarde!

Quando terminei, meu pai disse: -Eles bateram em você e nos seus amiguinhos?
E eu: -Bateram, mas nós ficamos com isto - abri a mão e mostrei o dente e o tufo de cabelos.
Minha mãe ficou chocada!
Meu pai sorriu e disse: -Vai tomar banho que já está tarde!

Saltitante fui pra dentro de casa com meus troféus e minhas goiabas. Não sei se eles brigaram por causa disso, é bem provável. Acho que discordavam em relação ao meu comportamento, tantas vezes incontrolável. Minha mãe queria que eu fosse uma mocinha, meu pai queria que soubesse me defender.

Depois dessa vez, só me meti em outro "embate" aos 13 anos, porque uma menina chamou minha prima de galinha. Dessa vez só bati, pelo que me lembro. E a reação dos meus pais já não foi tão amistosa, eu já era, afinal, uma mocinha...

Aos desavisados que devem pensar que eu sou alguma brucutu, eu não sou. Faço as unhas, cuido da pele, do cabelo, namoro com meninOs. Mas tive infância, acho que tive a melhor infância que uma criança pode ter. E sou muito grata aos meus pais por me proporcionarem isso.

Ah, talvez seja válido ressaltar que meus pais eram donos de um sacolão e que no quintal da minha casa tinha uma goiabeira gigante!!!
Por que será que eu queria roubar goiaba do vizinho?!?
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E tem mais selinho!!!





Gente assim eu vou ficar muito metida a besta!

Esse eu ganhei do Igor, veio junto com o Memê





Vou repassar o selinho e o Memê para:

Jeff do Palavras sem destino
Aline do Vício de escrever
João do As rosas não falam
Pâmela do Respirando-me
Denise do Papo Calcinha

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

PROTESTO

Outro dia eu pedi licença para vocês para colocar aqui uma propaganda, hoje eu peço licença de novo para fazer um protesto.


Retomando a discussão para situar os mais desavisados é o seguinte, o Ministério da Educação (MEC) estuda autorizar profissionais que tenham fomação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro da educação, Fernando Haddad, também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com Direito, Pedagogia e Medicina.

O Recurso Extraordinário RE/511961, que está em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), questiona a exigência do diploma de jornalismo como condição essencial para exercer a profissão. Se os ministros aprovarem o recurso, qualquer pessoa, em tese, mesmo as que têm apenas o ensino fundamental ou até analfabetos, poderão requerer o direito de se tornarem jornalistas.

Tentando deixar a paixão de lado e o fato de estar atualmente no 3° ano do curso de Jornalismo, que dura 04 anos, vou tentar fazer uma análise junto com você, leitor. Será que os estudantes de Jornalismo do país estão saindo das universidades prontos para o mercado? Será que os cursos universitários oferecidos país afora estão dando conta de formar profissionais competentes, humanizados e conscientes de seu papel enquanto agente modificador e propagador da sociedade?

Para isso, vou tomar como base meu próprio exemplo, curso Jornalismo em uma Universidade pública, uma Federal, para ser mais exata. Nós não temos salas de aula, usamos salas emprestadas do curso de Letras. Não temos laboratórios de tecnologia. Não temos câmeras fotográficas, usamos as emprestadas do curso de Artes (o professor de fotografia também era emprestado). Dois dos nossos melhores doutores em jornalismo, foram transferidos para outra universidade( a pedido deles mesmos) sem que fossem “repostos”, outra pós-doutora que deveria ter começado a dar aulas em agosto, só começou agora pois estava em Barcelona, diz ela que fazendo pesquisa e um está afastado para concluir seu pós-doutorado (recebendo para estar afastado, que fique claro).

Por mais que falem e que digam que as particulares são boas, há a realidade do mercado. Diplomas de muitas Universidades particulares de fora do eixo Rio-São Paulo, sequer são analisados nas redações dos grandes veículos. Ainda existe sim o mito da Universidade Federal. Eu, enquanto acadêmica, sabia, desde o início, quando troquei minha vaga com bolsa do Prouni em uma particular pela convocação de segunda chamada na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) que enfrentaria dificuldades absurdas e que teria que correr atrás de tudo, desde as primeiras pautas até o recurso para rodar o jornal da turma. Só não imaginava que estaria entrando no caos.

Fomos prejudicados com tantas idas e vindas de professores, professores substitutos que ganham, pasmem, cerca de R$300,00 por mês para dar aulas e até professores “amigos da escola”, aqueles que davam aulas voluntariamente. E acabamos de sair de um protesto para interdição do reitor, acusado de falcatruas, episódio quase não noticiado pela grande imprensa, já que ao contrário da UNB em Brasília, Campo Grande não deve estar no mapa, a não ser quando se trata de febre aftosa (que faz os preços da carne no país inteiro decolarem) ou quando se trata de apreensão de drogas, já que o Estado é rota do tráfico. E com quatro anos tumultuados eu me pergunto e lhes pergunto: estaríamos nós prontos para o mercado de trabalho?!

Eu mesma respondo, a maioria sim! Já que a maior parte da turma já faz estágio, alguns já exercem no dia a dia o trabalho de um jornalista formado, diga-se de passagem, com muita competência. O grande diferencial, é a formação humana que recebemos. É fato que nas Universidades particulares o ensino é mais voltado à formação prática, enquanto nas públicas o que é desenvolvido e explorado pelos professores é o lado humano do jornalismo. Os dois fatores combinados resultam em grandes produções, exemplo disso são os dois maiores jornais de São Paulo (ou seriam do país?) Folha e Estadão, que empregam profissionais formados em ambas.

E se nós, que passamos quatro anos, estudando, fazendo pesquisas, iniciação científica na área da comunicação, artigos para serem apresentados em Congressos, sentimos um certo frio na espinha ao nos depararmos com o final do curso. E temos munição de sobra para apontar erros crassos da imprensa hoje, o que será dos veículos de comunicação, aprovada essa extinção do diploma de Jornalismo para atuação na área? O que será do público, do leitor, do telespectador que mesmo com tanta gente competente e formada nos veículos, ainda tem que aturar certos absurdos na imprensa?!

Muito antes de ser uma falta de respeito com quem fez e faz a faculdade de Jornalismo, é uma falta de respeito com a sociedade. Talvez, os ministros não tenham consciência do papel que o jornalista desempenha na sociedade ao longo dos anos ou talvez, ainda, estejam muito incomodados com os jornalistas “afiados” e bem formados que dia a dia vêm “derrubando reis”.

Visite o Blog da Comunicação!!!

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Mais selinhos!!!



Ganhei da Pâmela do Respirando-me

Adorei Pâm, obrigada!



Repasso para:

Lala e Mimi do Garotas de 20 e poucos

Lily do A vida não presta mesmo