Foi um presente pra mim, tomara que também seja pra você!
Boa semana!



Nas entrelinhas, há mais do que uma notícia de página policial!
A primeira vítima Catalino Gardena, de 30 anos, morto dia 24 de julho. A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, morta dia 24 de agosto e a terceira, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, morta no dia 6 de outubro. Todas foram mortas por esganadura, Catalino também teve uma faca de cozinha enfiada no coração. Depois de mortas, eram deixadas em posição de Cristo crucificado, os braços abertos e um pé sobre o outro.
No peito da primeira vítima havia a inscrição “INRI”, a segunda estava nua e tinha uma cruz tatuada no peito e com a última um papel sobre a cabeça, com letras e sinais incompreensíveis. Todos os crimes aconteceram em Rio Brilhante, a 160 quilômetros de Campo Grande no Mato Grosso do Sul. A pacata cidade interiorana assistiu perplexa aos assassinatos e, mais perplexa ainda, à prisão de um adolescente, que afirma ser o autor de todas as mortes.
Cabelos mais compridos do que normalmente se vê em meninos. Maquiagem nos olhos. Rock gótico e metall entre suas bandas favoritas. Lacrimosa, Maldita, Iron Maiden e o famoso Marilyn Manson são os ídolos do garoto, sem citar o “maníaco do Parque”. Ele tem 16 anos e aqui, vamos chamá-lo de J.
J, é acusado de assassinar três pessoas de maneira fria e calculada, de acordo com suas próprias palavras “matei o primeiro e acabei gostando, não me arrependo de maneira alguma”.
Para quem assistiu às entrevistas do adolescente J, as palavras tem um tom de indiferença, de descaso. Ele está tranquilo em relação ao que fez, como se estivesse cumprindo seu papel de “limpeza da sociedade”.
Aleatoriamente ele escolhia as vítimas, não as conhecia. Aproximava-se e perguntava sobre a vida pessoal, uma mão sobre o pescoço e com a outra segurando uma faca encostada na barriga da vítima. Às mulheres ele perguntava quantas relações sexuais tiveram, se acreditavam em Deus, se gostavam da vida que levavam. Enquanto ia desenvolvendo essa espécie de julgamento, ia levando a vítima para o local da morte. Segundo ele, há ainda uma quarta vítima, que foi poupada, já que após o “julgamento” ele a considerou “sincera e não merecia morrer”. No quarto dele, a polícia também encontrou, foto do maníaco do parque, seu ídolo, recortes de jornais a respeito dos assassinatos e objetos das vítimas.
Somente após a conclusão das investigações policiais que culminará no inquérito policial é que o Ministério Público deverá oferecer a denúncia e J, ser acusado de ter cometido o ato infracional, que chocou a população de Rio Brilhante.
Muito além da revolta que um caso como esse causa na sociedade e na comoção generalizada na cidade onde os crimes aconteceram, o que vem a tona agora é, o que está acontecendo com a juventude? Onde foram parar as tardes simples com os amigos ou debruçados nos livros da escola? O que está em questão agora, vai muito além da maioridade penal. De acordo com as leis brasileiras, J será enviado à UNEI(Unidade Educacional de Internação), até completar 18 anos, quando passará por uma avaliação psicológica, se for considerado apto a retornar a sociedade será solto e, em sua ficha policial, não constará nada.
Todos os jornais do país publicaram o caso, os telejornais falaram sobre isso. Mas dessa vez, cabe ao jornalismo e a sociedade fomentar uma discussão que é muito maior do que decidir sobre a cabeça de J. É muito fácil achar que somente adolescente americano pode ser assassino, há tiros em muitos lugares além de Columbine. Deve haver uma tomada de consciência geral para saber o que fazem hoje nossas crianças. Por onde andam nossos adolescentes, o que fazem, com quem falam, o que pensam e o que projetam?
O repórter pergunta: “Por que você deixava os corpos daquela maneira?” J responde: “Porque elas se diziam cristãs, mas não praticavam o cristianismo delas, não davam a mínima, sabe?” O Repórter: “Você faria de novo?” J: “Sim, faria tudo de novo”.
Não há arrependimento na voz, não há lágrimas nos olhos, não há medo nas respostas.
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Retomando a discussão para situar os mais desavisados é o seguinte, o Ministério da Educação (MEC) estuda autorizar profissionais que tenham fomação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro da educação, Fernando Haddad, também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com Direito, Pedagogia e Medicina.
O Recurso Extraordinário RE/511961, que está em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), questiona a exigência do diploma de jornalismo como condição essencial para exercer a profissão. Se os ministros aprovarem o recurso, qualquer pessoa, em tese, mesmo as que têm apenas o ensino fundamental ou até analfabetos, poderão requerer o direito de se tornarem jornalistas.
Tentando deixar a paixão de lado e o fato de estar atualmente no 3° ano do curso de Jornalismo, que dura 04 anos, vou tentar fazer uma análise junto com você, leitor. Será que os estudantes de Jornalismo do país estão saindo das universidades prontos para o mercado? Será que os cursos universitários oferecidos país afora estão dando conta de formar profissionais competentes, humanizados e conscientes de seu papel enquanto agente modificador e propagador da sociedade?
Para isso, vou tomar como base meu próprio exemplo, curso Jornalismo em uma Universidade pública, uma Federal, para ser mais exata. Nós não temos salas de aula, usamos salas emprestadas do curso de Letras. Não temos laboratórios de tecnologia. Não temos câmeras fotográficas, usamos as emprestadas do curso de Artes (o professor de fotografia também era emprestado). Dois dos nossos melhores doutores em jornalismo, foram transferidos para outra universidade( a pedido deles mesmos) sem que fossem “repostos”, outra pós-doutora que deveria ter começado a dar aulas em agosto, só começou agora pois estava em Barcelona, diz ela que fazendo pesquisa e um está afastado para concluir seu pós-doutorado (recebendo para estar afastado, que fique claro).
Por mais que falem e que digam que as particulares são boas, há a realidade do mercado. Diplomas de muitas Universidades particulares de fora do eixo Rio-São Paulo, sequer são analisados nas redações dos grandes veículos. Ainda existe sim o mito da Universidade Federal. Eu, enquanto acadêmica, sabia, desde o início, quando troquei minha vaga com bolsa do Prouni em uma particular pela convocação de segunda chamada na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) que enfrentaria dificuldades absurdas e que teria que correr atrás de tudo, desde as primeiras pautas até o recurso para rodar o jornal da turma. Só não imaginava que estaria entrando no caos.
Fomos prejudicados com tantas idas e vindas de professores, professores substitutos que ganham, pasmem, cerca de R$300,00 por mês para dar aulas e até professores “amigos da escola”, aqueles que davam aulas voluntariamente. E acabamos de sair de um protesto para interdição do reitor, acusado de falcatruas, episódio quase não noticiado pela grande imprensa, já que ao contrário da UNB em Brasília, Campo Grande não deve estar no mapa, a não ser quando se trata de febre aftosa (que faz os preços da carne no país inteiro decolarem) ou quando se trata de apreensão de drogas, já que o Estado é rota do tráfico. E com quatro anos tumultuados eu me pergunto e lhes pergunto: estaríamos nós prontos para o mercado de trabalho?!
Eu mesma respondo, a maioria sim! Já que a maior parte da turma já faz estágio, alguns já exercem no dia a dia o trabalho de um jornalista formado, diga-se de passagem, com muita competência. O grande diferencial, é a formação humana que recebemos. É fato que nas Universidades particulares o ensino é mais voltado à formação prática, enquanto nas públicas o que é desenvolvido e explorado pelos professores é o lado humano do jornalismo. Os dois fatores combinados resultam em grandes produções, exemplo disso são os dois maiores jornais de São Paulo (ou seriam do país?) Folha e Estadão, que empregam profissionais formados em ambas.
E se nós, que passamos quatro anos, estudando, fazendo pesquisas, iniciação científica na área da comunicação, artigos para serem apresentados em Congressos, sentimos um certo frio na espinha ao nos depararmos com o final do curso. E temos munição de sobra para apontar erros crassos da imprensa hoje, o que será dos veículos de comunicação, aprovada essa extinção do diploma de Jornalismo para atuação na área? O que será do público, do leitor, do telespectador que mesmo com tanta gente competente e formada nos veículos, ainda tem que aturar certos absurdos na imprensa?!
Muito antes de ser uma falta de respeito com quem fez e faz a faculdade de Jornalismo, é uma falta de respeito com a sociedade. Talvez, os ministros não tenham consciência do papel que o jornalista desempenha na sociedade ao longo dos anos ou talvez, ainda, estejam muito incomodados com os jornalistas “afiados” e bem formados que dia a dia vêm “derrubando reis”.
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Mais selinhos!!!
Ganhei da Pâmela do Respirando-me
Adorei Pâm, obrigada!
Repasso para:
Lala e Mimi do Garotas de 20 e poucos
Lily do A vida não presta mesmo
"Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre...(Clarice Lispector)
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!...
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!...
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão...
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das drogas mais poderosas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí?
EU ADORO VOAR!"
O amor assusta mais do que todos os fantasmas que habitam o coração humano (...)
O amor não sobrevive aos ritmos da nossa modernidade.
O amor exige tempo e conhecimento.
Exige, no fundo, o tempo e o conhecimento que a vida moderna de hoje não permite mais (...)
A nossa frustração em encontrar o "amor verdadeiro" é apenas um clichê que esconde o essencial:o amor não é um produto que se compra para combinar com os móveis da sala.
É uma arte que se cultiva.
Profundamente.
Demoradamente.