Quando quatro anos atrás eu recebi uma ligação de um garoto chamado Thiago, dizendo que fui aprovada para a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, curso de Jornalismo, de segunda chamada, eu não sabia que tantas coisas mudariam, em um espaço de tempo relativamente curto.
Fazer faculdade mudou muitos dos meus arraigados conceitos pré-estabelecidos, alguns preconceituosos, outros distorcidos. Me deu uma visão de mundo mais ampla, me mostrou que o meu umbigo só é importante se também o for em meio ao da multidão. Me deu a dimensão de mundo que nem a internet pode dar. A alienação de que o passado está intrinsecamente ligado às coisas do presente e que, o futuro, só poderá ser melhor se cada um fizer a sua parte.
É certo que não foi com a bunda nas cadeiras quebradas da UFMS que enxerguei isso, tão pouco nos livros de séculos atrás que cagam regras na cabeça dos acadêmicos. Foi nas conversas do corredor, nos bate papos em mesas de botecos. No contato amigo com profissionais da área que sempre aceitam conversar com uma universitária cheia de perguntas, e ao invés de ajudar a respondê-las, eles fazem nascer muitas outras novas. Graças a Deus.
Quando no dia 17/11 eu estava em pé diante do anfiteatro para explicar meu projeto experimental, os quatro anos passavam pela minha cabeça enquanto eu falava sem sequer prestar atenção às minhas palavras. As brigas, os desentendimentos, os abraços, as noites, as tardes, os livros, a gritaria, as festas, eventos, congressos, conquistas.
A universidade fez de mim uma pessoa mais sensata, mas resgatou em mim a capacidade de sonhar e fazer por onde para que meus passos tenham direção. Os quatro anos reforçaram em mim a vontade de contar histórias, daquelas bem boas, de gente como eu e você, normais, simples, mas que faz acontecer todos os dias.
Se eu fosse agradecer a cada um, seria um post muito grande.
Mas nada teria sido tão bom não fossem os trinta e tantos colegas, uns amados, outros odiados. Os professores, inclusive aqueles que não deram uma aula sequer e que me despertaram novamente o espírito inquieto. À minha mãe, pela confiança de me deixar trilhar um caminho tortuoso e segurar a barra.
Ao Jairo que, abrindo os meus olhos para o mundo, me ensinou que o jornalismo mora dentro de mim e que, nada pode ser mais forte do que a vontade que a gente tem de realizar e aprender.
Ao Igor, que soube se fazer presente quando não havia espaço para mais absolutamente nada, ele estava por ali paciente, companheiro, sorridente.
A você, leitor amigo, que passava por aqui para ler um texto agradável e vez ou outra dava de cara com lamentos acadêmicos ou não encontrava atualizações porque a blogueira estava envolvida até os ossos com o projeto experimental.
Muito obrigada!
É tudo o que eu posso dizer para vocês, além da garantia de que tudo o que é feito com amor e por amor vale a pena. E o fim é apenas a porta de um novo começo.
PS: Não, eu não estou no Rio, Igor está no Cudumundópolis!
PS²: As festas de fim de ano não chegam nunca?!























